História

CAS: UMA CLÍNICA ESPECIALIZADA EM ANESTESIA

Em mais 50 anos de existência, a Clínica de Anestesia de Salvador registra uma história norteada por princípios que visam zelar pela segurança do paciente e pela qualidade na prestação do atendimento cirúrgico.

Em 1966, surge um novo marco na história da anestesia na Bahia. Um grupo de profissionais reúne-se e dá início à estruturação da Clínica de Anestesia de Salvador – CAS, oriunda do Serviço de Anestesia de Salvador (SAS) que congregava vários profissionais que já atuavam no mercado, exercendo a atividade nos principais hospitais da Bahia.

Foi a partir desse contexto de vivência da prática da anestesia, associada à necessidade de aprimoramento do atendimento às demandas e, consequentemente, de repartição de ganhos, que se procedeu à nova organização, desta vez, na forma de uma clínica de prestação de serviços. O desejo era entender o doente e suas necessidades e contribuir, no sentido de aprimorar as técnicas existentes, para a satisfação da demanda dos pacientes e, ao mesmo tempo, criar internamente um ambiente de trabalho saudável e capaz de atuar em parceria com cirurgiões e instituições.

O núcleo criador era formado por médicos, os sócios-fundadores, que tinham uma participação muito efetiva na dinâmica da anestesia no estado. A CAS não nasceu empresa e muitos de seus primeiros acordos foram feitos na base da confiança e do entendimento mútuo, como era normal na época. Inicialmente, assumiu o formato jurídico de sociedade anônima. Depois, evoluiu para uma sociedade com participação em cotas, sociedade limitada e, depois, dentro desse perfil de sociedade limitada, passou a assumir um perfil de sociedade empresária, que é como ela se configura agora, do ponto de vista contábil, jurídico e fiscal.

Os fundadores da CAS foram: Afrânio Torres, Altamirando Lima de Santana, Carlindo dos Santos Barbosa, Carlos Reis, Clício de Oliveira Costa, Djalma Neves Costa, Eduardo de Araújo Filho, Edson Ayres, Jucy Coriolando Silva, Leopoldo Alves Ribeiro, Oliveiros Guanais de Aguiar, Osano Fernandes Barbosa, Paulo Eduardo Guimarães Freitas, Renato Valadares de Carvalho, Renato Marques da Costa, Roberto da Silva Doria, Tomas Araújo Almeida, Valdir Medrado e Walter Viana.

Em fevereiro de 1969, houve o ingresso de Mário Augusto Ribeiro Porciúncula e, em janeiro de 1970, de Roque José de Arcanjo dos Santos. Em sequência, sempre por ano, outros ingressos, totalizando 42 integrantes em março de 1977.

Os dois primeiros responsáveis administrativos registrados no Documento de Registro Oficial da CAS são os médicos Renato Valadares de Carvalho, como gerente administrativo, e Djalma Neves Costa, como tesoureiro. A Rua Flórida, nº 12, no bairro da Graça, Salvador, Bahia, foi o primeiro endereço da Clínica de Anestesia de Salvador – CAS.

A forma administrativa da Clínica de Anestesia de Salvador foi pensada e instituída ainda nos idos de 1966, no momento de sua formação oficial, e é mantida, como uma receita de sucesso, nos tempos atuais. Nela, a preocupação preponderante é a excelência tanto no atendimento às cirurgias eletivas, programadas, como aos casos de emergência, sem sobrecargas, sem ausências ou insatisfações dos profissionais. Desta forma, deixou de existir sobrecarga para um número menor de profissionais, para dar atenção em tempo integral aos hospitais.

Ao longo de meio século, os anestesistas associados da CAS acompanharam vários procedimentos inéditos no estado, como o primeiro transplante de órgãos, de rins, intervivos, realizado na década de 80; o primeiro transplante de fígado feito na Bahia; o primeiro transplante combinado de órgãos sólidos e o primeiro transplante de coração, além de cirurgias de alta complexidade, cardíacas, feitas com técnicas minimamente invasivas. E, ainda, cirurgias neurológicas complexas, com pessoas acordadas, entre outras.

Atualmente, a equipe, formada por 79 sócios, atende a cinco hospitais – Aliança, Português, Hospital da Bahia, Santo Amaro e Teresa de Lisieux –, dois a mais que no início, e já não mantém convênios com clínicas.

Novas admissões só acontecem quando há uma significativa demanda interna. E a decisão é tomada em assembleia de sócios, hoje na faixa etária entre 35 e 40 anos.

Entre os sócios da CAS, há uma sensação predominante de que o grupo forma uma família. A CAS era tão forte na época em que foi constituída que os seus profissionais se sentiam privilegiados. O mesmo sentimento prevalece hoje. Para seus integrantes de ontem e de hoje, a CAS é mais que um local de trabalho, é onde interesses, pensamentos e princípios se coadunam em prol do exercício profissional pleno de eficiência e satisfação.

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